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É tanto ódio e tristeza junto, que eu não sei se me mato ou se mato alguém.
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Dificil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer.
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Noites traiçoeiras […] As horas passam e trazem você para mim, como os ventos que dançam por dentre a janela. Tudo ao meu redor reflete saudade, nostalgias indesejadas que gritam o seu nome […] Já não posso mais continuar com isso, não posso continuar sem você. Aqui. Comigo.
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A saudade vem quando silenciamos os nossos pensamentos e conseguimos finalmente ouvir o nosso coração.
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Acredite no que seu coração te faz sentir. Veja o que teus olhos choram ao mentir. Ouça aquilo que lhe é ecoado pelo silêncio. Toque o que a carne estremesse ao amar.
Sentidos opacos, nada é em vão. A vida morre, o galho quebra, a chuva molha, mas o sol seca. Tudo tem um lugar no rumo das coisas. Erros, acertos, esperanças, desejos, fracassos e até mesmo os medos te manipulam, como um ventríloquo ensaiado, que se fantasia de alma vestida de carne e dança a musica da vida, chorando, sorrindo, não importa… o necessário pra viver é apenas não deixar de existir; Se sentir vivo é outro assunto a ser revelado, talvez quando a melodia terminar sua partitura.
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Que seja confuso, que seja estranho, que seja bizarro; Não me importo em me largar nos rascunhos complexos da vida, nem de me atirar no abismo das dúvidas inconsequentes, mas, se for o amor quem vier me deixar louco por alguém, já aviso: Que seja recíproco, e não moderado, pois quero mais é me perder sem caminho de volta nas insonias preocupadas de saudade, por alguém que também não dorme pensando em mim.
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Eu sentia sua falta sempre, e mesmo assim eu dizia não em todas as vezes que me perguntavam. Neguei seu nome, neguei sentimentos, neguei até a mim mesma e ao meu coração. Menti sim. Talvez eu devesse ter te dito verdade desde o começo, mas o silêncio me parecia mais adequado, confortável e sorrateiro. E ainda continuo achando melhor guardar toda a dor, as palavras e alguns restos de saudade do que saber o quão inúteis eles se tornam quando entram por seus ouvidos e apenas saem deles, como se não significassem absolutamente nada.
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Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto.
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Horrendas crateras fizeram do céu cristalino sua residência. Moradias desgastadas e cuja aparência desagradável iluminava-se por todo o local outrora azul anil; enegrecia-se com sua notória tocha da escuridão. Trevas abomináveis, desejadas com louvor tamanho por todos aqueles ditos providos de razão. Deusa magnífica de tortuosas trilhas em sua lúgubre mente repleta de segredos melindrosos; confiança essa adquirida através do precioso ouro do saber. Raro minério de beleza intangível! Valor inviolável e cogitação inestimada. Trair-te-há quando imaginares ser possuidor de todo o existente, e verás o quão ingênuo fora ao pensar que o havia domado pelo período almejado por teus domínios. Fará tal monstro de garras afáveis o domador o dominado, e estarás tu submisso aquele que lhe devia escravidão eterna. Cultive-o em campos grandiosos e o terás junto a ti; poder. Desintegrar-se-há, posteriormente. Falo-te pela experiência já vivida e coração emudecido, devido a eternidade de tornar-se gélido. Embora desconheça o motivo pelo qual aconselho-te, tenho em mim esperanças - sentimento pueril e traiçoeiro! Apunhalar-lhe-há quando todos já o fizeram. Pois é o capataz temível de toda tua essência - que não te tornes como quem vos fala. Os ditos vestígios das nauseantes deformações incomodam-me, sabes? Vermes hospedam-se em luxuosos cômodos de meu interior. E tempestades reinam onde deveria haver limpidez.
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Enganara-me. Te ofereci lágrimas e tu mostraste a beleza das cachoeiras, a imensidão do oceano, a solenidade dos rios. Quis fazer de minhas minguadas gotículas, um segundo dilúvio. Encarnei sorrisos e tu viera com as máscaras tristes de um teatro mudo. Silenciei-me, como vítima e réu confesso da arte. Pus em tuas mãos a minha dor e tu disseste que não era nada se comparada com a melancolia dos poemas desertos. Tornei-me compositor de rimas e exalei sofrimento em forma de dilúvio e máscaras circunspectas. Assobiei para ti respingos da alma e tu me fizera acreditar que alma só tinha quem amasse. Fizera de mim um amante, um louco, um passivo. Busquei em ti soluções para que jamais me tornasse aquilo que tu me transformaste ao longo do tempo e da paixão larvária e inofensiva em que me vi apodrecido. Enriqueceu-me de sentimento, quando tudo o que me prometera fora belos olhos e uma boca ácida. E o maior engano foi querer enganar a mim mesmo, que não engano nem o mais ingênuo dos homens e a mais astuta das mulheres. Um tolo por confiar na traidora de prévio aviso. Se com toda a minha loucura ainda for capaz de balbuciar algumas palavras, eu te falo num agora já passado que amor não acontece entre um homem e uma mulher. Amor acontece entre verdade e mentira, coração e trapaça, livro e carapaça. Amor também acontece a ferro e fogo. Tu feriu-me com a espada que eu quis derreter, tu lançou o perfume dos pântanos em frascos bonitos para que eu pensasse que eram rosas. O esquecimento levou-me a decadência. Esqueci que não sei chorar, sorrir ou sofrer. Esquecer levou-me a renascer, e renascer levou-me a cavar o meu próprio túmulo. Hoje, renascido, humilhado, horrorizado e injuriado… Eu te perdoo. Eu te perdoo, traidora inescrupulosa. E o perdão só veio porque me ensinaste a amar.
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Minha alma escorre saliente por minha face escarnecida pelo véu da solidão noturna. Pois é necessário que retire-se; apague ou deixe-as queimar durante todo o período destinado a eternidade. Sou criatura flamejante de labaredas circunspectas fadada as próprias chamas que existirão para o nunca; tornar-me-ei cinzas, se já não as sou. Verei meu interior destruído, relegado aos monstros do abandono sutil. Sou a vítima e também o acusado, absorvido pelo ócio de uma mente delicada. Palavras que transbordam-me fazem do fogo vivo água pueril e jovem pertence de sua nascente crucial, Estige. Tramará junto ao inimigo de mim, pois a glória haverá de alcançar. Almejo equilíbrio, extremidades longínquas.